O que há de errado com as Avaliações em provas de Concursos e vestibulares?

Quantos de nós se questionaram de maneira negativa  a forma que somos avaliados nos Concursos?
 Principalmente relacionados a Concurso Público e Jurídicos! Ler um edital e imaginar onde seria aplicado aquilo que aprendemos no cotidiano de trabalho.
 Óbvio, penso na necessidade que há em avaliar um candidato sob diversas formas e de modo desclassificatório ainda mais quando o Concurso é em Nível Nacional. Não desconsidero menos importante assim como a necessidade de também avaliar a concentração. O ponto não é esse. Parece que as Bancas de Concursos declararam Guerra aos Concurseiros com suas questões mal formuladas e procedimentos de avaliações um tanto equivocados, não desmerecendo algumas vezes quando aplicam provas mais condizentes e reais nessas avaliações. Loteria, jogos de azar e sorte? Tem até esquemas de "chutômetros" bem elaborados espalhados pela Internet. Vale tudo. Ovacionemos o "Rei Decoreba" e a sua astúcia! Pobres de nós.
E a OAB? Pobres Juristas! Pobre dos pobres.
Hoje as questões pouco medem a capacidade jurídica ou administrativa de um candidato. Preocupam-se mais em derrubá-los com "pegadinhas perversas" e decorebas fúteis em desuso total.
Deveriam estimular a pensar e não transformar um candidato em uma "Mp3".
Compreendo a necessidade de filtrar uma quantidade imensa de candidatos e avaliar o raciocínio interpretativo e atenção diante de algumas "cascas de bananas", mas não de maneira desmedida. Ao pegar uma prova - muitas - nos dão a sensação de um campo de batalha inimigo ( o que o é se pensarmos bem ) o problema é não compreender o que dizem, o que abordam, mas para que serve o assunto. Entrar em batalha sem imaginar o que o inimigo está falando. Outras - dão a sensação de " não estou nem aí para você" da maneira pífia e primária que elaboram uma questão, resultado, candidatos empilhados em cima de candidatos na hora do resultado final aprovando desde o candidato que iniciou os estudos ontem como aquele que vem arduamente se preparando por mais tempo. Bastará dar um espirro e terá mais de 100 candidatos a sua frente, ou 1000. Sinto muito, é a realidade da maioria a sensação de impotência, sermos avaliados de maneira objetiva e subjetiva tem sido cada vez mais uma fresta impossível de adentrar. Ou são mesquinhos e imprudentes ou tratam o assunto sem a responsabilidade de que há muitos pais de famílias  desempregados que abriram mão de tudo e se dedicam em tempo integral a mercê da sorte e boa vontade de alguma banca, e não pela sua capacidade e esforço!
Triste realidade.
E que vença o melhor.
Boa sorte para nós. Porque é com a "sorte" e a malícia é que devemos contar. O inimigo não se importa. E quem está na batalha não deve se importar também.
 Chegue lá, faça a sua parte, passe e seja feliz. Também faço, indignada-resignada, entro na dança. Não temos outra alternativa. Temos?

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