Aprendendo a aprender - Qual é o seu estilo?

Alguma vez você já tentou aprender algo bastante simples, e não conseguiu perceber as ideias-chave? Ou tentou ensinar as pessoas e descobriu que alguns ficaram confusos com algo bastante básico? Se já passou por isso, você pode ter experimentado um choque de estilos de aprendizagem.


Entenda melhor como você aprende e melhore sua capacidade de absorver e transmitir conhecimento.
Alguma vez você já tentou aprender algo bastante simples, e não conseguiu perceber as ideias-chave? Ou tentou ensinar as pessoas e descobriu que alguns ficaram confusos com algo bastante básico? Se já passou por isso, você pode ter experimentado um choque de estilos de aprendizagem: Suas preferências de aprendizagem e as de seu instrutor ou do seu aprendiz podem não ter sido alinhadas.
Um dos modelos mais utilizados para definir estilos de aprendizagem é o índice desenvolvido por Richard Felder e Silverman Linda, no final de 1980. Segundo este modelo há QUATRO DIMENSÕES DE ESTILOS DE APRENDIZAGEM nas quais o aluno pode reconhecer mais ou menos tendências em si mesmo:

SENSORIAL - preferem informações sensoriais, concretas, práticas e processuais. Olham para os fatos. 
INTUITIVO - preferem informações conceituais, inovadoras e teóricas. Olham para o significado.
VISUAL - preferem gráficos, imagens e diagramas. Eles procuram por representações visuais de informação. 
VERBAL - preferem ouvir ou ler informações. Eles procuram explicações com palavras.
ATIVO - preferem manipular objetos, fazer experiências físicas, e aprender tentando. Eles gostam de trabalhar para resolver problemas. 
REFLEXIVO - preferem pensar sobre as coisas, para avaliar as opções, e aprender pela análise. Eles gostam de resolver um problema por conta própria.
SEQUENCIAL - preferem ter informações apresentadas de forma linear e ordenada. Eles reúnem os detalhes a fim de compreender a grande figura. 
GLOBAL - preferem uma abordagem holística e sistemática. Eles veem a grande figura em primeiro lugar e, em seguida, preenchem os detalhes.
UTILIZANDO O ÍNDICE DE ESTILO DE APRENDIZAGEM
Equilíbrio é a chave. Não é o ideal ir muito longe em direção a um dos estilos de aprendizagem. Quando você faz isso, limita sua capacidade de absorver ou de transmitir novas informações e fazer sentido de maneira rápida, precisa e eficaz.
Você pode usar o índice de estilo de aprendizagem para desenvolver suas próprias habilidades de aprender. Uma vez que você sabe onde estão suas preferências em cada uma dessas definições, você pode começar a se estender além dessas preferências e a desenvolver uma abordagem mais equilibrada para aprender. Você vai melhorar a sua eficácia de aprendizagem.
Leia as explicações de cada preferência de aprendizagem e escolha a que melhor reflete seu estilo. Analise seus resultados e identifique o quanto e onde você está “fora de equilíbrio”, ou seja, se você tem uma preferência muito forte para um estilo e não gosta do outro. Use as informações abaixo para melhorar suas habilidades em áreas onde você precisa de desenvolvimento.
ESTUDANTES SENSORIAIS – se você confiar demais em detecção, você pode tender a preferir o que é familiar, e se concentrar em fatos que você sabe, em vez de ser inovador e adaptativo a novas situações. Procure oportunidades de aprender informações teóricas e em seguida, trazer fatos para apoiar ou negar essas teorias.
ESTUDANTES INTUITIVOS – se você confia muito em intuição, você corre o risco de perder detalhes importantes, que podem levar a uma má tomada de decisão e resolução de problemas. Faça força para aprender fatos ou memorizar dados que o ajudarão a defender ou criticar uma teoria ou procedimento que você esteja trabalhando. Você pode precisar desacelerar e olhar para os detalhes.
APRENDIZES VISUAIS – se você se concentrar mais na informação visual ou gráfica do que em palavras, você se coloca em desvantagem porque a informação verbal e escrita ainda é a escolha preferencial para passagem de informações. Pratique tomar notas e procure oportunidades para explicar informações para outras pessoas e para si mesmo usando palavras.
APRENDIZES VERBAIS – quando a informação é apresentada em diagramas, desenhos, fluxogramas, e assim por diante, ele entende rapidamente. Se você pode desenvolver suas habilidades nesta área, você pode reduzir significativamente o tempo gasto na aprendizagem e absorção de informações. Procure oportunidades de aprender através de apresentações audiovisuais (como videoaulas e cartões flash). Ao tomar notas, agrupe as informações de acordo com conceitos e crie ligações para montar gráficos, tabelas e diagramas.
ALUNOS ATIVOS – se você agir antes de pensar, que você estará apto a fazer julgamentos precipitados e potencialmente ficar mal informado. Você precisa se concentrar em resumir as situações, e dar um tempo para digerir a informação que lhe foi dada.
ALUNOS REFLEXIVOS – se você pensa demais corre o risco de não fazer nada. Chega um momento em que uma decisão tem de ser tomada. Sempre que possível, tente aplicar a informação que recebeu de maneira prática. Imagine como pode usar o que aprendeu na vida diária.
OS SEQUENCIAIS – quando você divide as coisas em pequenos componentes, muitas vezes é capaz de ir na direção certa da resolução de problemas. Isto parece ser vantajoso, mas algumas vezes pode ser improdutivo. Você pode ter que força-se a parar periodicamente e entender como cada parte do que você está aprendendo está ligado ao seu objetivo, sob pena de perder-se.
OS GLOBAIS – se ter uma visão do todo é fácil para você, então você pode estar em risco de querer correr antes de poder andar. Você vê as respostas, mas pode não gastar o tempo necessário para aprender a melhor forma de chegar até elas. Aproveite o tempo para completar todas as etapas de resolução de problemas e questões antes de chegar a uma conclusão ou de tomar uma decisão. Se você não pode explicar o quê você tem estudado e por que, então, você pode ter perdido detalhes importantes que farão diferença se você tiver que resolver situações semelhantes. 

Fonte: AtePassar

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