Às pressas

O mundo anda impaciente. Provavelmente sempre andou apressadamente. Nós acompanhamos esses passos desajeitamos e imprudentes, deixamos os detalhes ao descaso.
E cada vez os anos trazem consigo frustrações de uma fome insanável. Sempre falta algo. Ainda que o estômago, momentaneamente, engane-se com uma certa fartura, a azia pelo desconforto de algumas bobagens praticadas sem pensar. Vivemos mais sob o instinto mascarado do "Social" e "espiritual". Se olharmos bem é quase possível ver a realidade disfarçada e mentiras pregadas. VENDEM-SE "VERDADES" por bagatelas. Tudo vem a nós de maneira mastigada, as pessoas têm preguiça de costurar suas próprias opiniões. Interessante é achar que se "pensam", e ver que, apesar das palavras parecerem outras são sempre sinônimos. Julga-se o que não vê. Pedras da ignorância.
Costuram ideias "Pré". Os poucos pensantes são "pregados" do outro lado de alguma margem. Quase vomitados, apesar de sofrer os sorrisos politicamente "amarelos" do teatro..
Se é "bom", taxam de piegas.
Se é "mau", um tal de anti-profeta.
Surta-se impondo filosofias naufragadas. Praticamente impossível de se servir, ou servi-la.
A ilusão de que errar é para os mais fracos.
Ora, despertem e se aceitem. Seria eu também refém dessa cegueira?
A realidade e enxergo? Deturpo?

Correr do quê? Correr pra quê? De quem se foge?

Fugimos da realidade criando outras piores?


Erram os corajosos.

As pessoas...
Falam antes e pensam depois, covardia.
Quem seria o "destemido" de verdade?

A névoa cinzenta desta Sociedade que sabe impor, mas não sabe pensar.
Segue aos disparos. As galopadas*.
Sem tempo com fome e com sede.



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