Por Catia: Mais de mim, mais de vocês. Vozes....




É, não deu tempo de se recuperar da unha encravada, dela esfolada. Ainda dolorida demais. Emendamos uma dor atrás da outra. Seríamos os tais masoquistas?


Ou mais propício, os tais corajosos?


Tudo de certo modo rima com algum som, ora romântico, ora metálico!


Dancemos....



O dia amanhece, e antes da hora, estou com os olhos abertos, peito pesado, lembranças ainda recentes assombrariam qualquer alma pura. Meus pensamentos e ideais andam no limite entre a esperança e o abismo escuro de um nada.

Este silêncio gritante que há em todos nós

é ouvido à distância.


Ultimamente não consigo saber se é a barriga doendo, ou aquele gelo que sentimos quando deparamos com algo novo.




Se este vazio é propício, ou a falta de alguém que nunca vem, ou outra coisa material tão almejada.


Falta algo, óbvio.


Material ou espiritual? Faltoso é.


Preferiria a rotina sóbria do velho, duradouro nos braços do desejo.

Somos incompletos, certamente que sim.


Lido bem com as pessoas a minha volta. Mas não sei lidar comigo mesmo. Impressionante ter facilidade para analisar outros, e não se conhecer profundamente! Talvez eu até me conheça, provavelmente, em mim, residam muitas! Tá aí a explicação mais plauzível, portanto.


Um pensamento que não me larga...



Eu tenho tamanho pra suportar o "tamanho" das coisas de verdade?


Meu corpo é pequeno, mas minha alma possui braços longos.

Ainda sim suporto, fato.


Ando quebrando todos os protocolos possíveis.

Surpreendendo sempre. Se de maneira boa ou ruim, não me precipito em julgar. Permito que me vejam da maneira que querem. Não sou fácil de ser interpretada. Há muito em mim que já foi dito, muito ainda não.


Tenho chorado por nada, ultimamente. Certamente, esse nada, um dia me custou muito, um desdém me rouba a vontade, talvez. Em relação áquilo que partiu deixando um recado mal dado. Sem explicações, não compreendi muito bem tampouco absorvi.

Sabem aquela vontade imensa de tomar a sopa da vovó? Mas ela não está mais entre nós? É tarde, o tempo passou.

Ou não.


Quando rezo, lá está ela me olhando com olhos cheios de amor e ternura. Ela me abraça forte em meus sonhos, e sempre me pede para dizer a vocês que vai dar tudo certo.

E olha, tenho dado todos os recados dela, viu?



Tenho a sensação do inacabado. O pouco andado. Enxergado montanhas mais altas do que na realidade são.

Por que dificultamos tudo?

Por que demoramos para aprender lições tão fáceis aos olhos dos outros?

E o medo de dar um passo em falso?

E se não der?

Morrer viva?

Fazer do mundo nosso túmulo?


100 mil martelos me quebram os pensamentos todas as manhãs. Mas parece que é á noite, ao me deitar, que consigo entender certas vozes.


E escrevo avisando a todos.


Será que me entendem?


Afrouxo o meu espartilho espiritual, este que me mantém ereta e com a imagem de tão forte! E me espalho na cama. No final destes dias, algumas vezes choro profundamente, outras sorrio e durmo um sono de paz.


Contudo, jamais me senti abandonada pela esperança. Pelas mãos do Criador. Bom ou ruim, estamos ali, juntinhos meditando nos prós e nos contras.

Muito a aprender.

O tempo voa.

Olho o relógio, e o ponteiro sempre marcando 23:55, apenas 5 minutos para algo acontecer.

Eu sinto, está vindo.


E são esses minutos que me faltam, sinto meu coração acelerado o tempo todo.


Corro.

Perco o ar.


Largo tudo.


Quase tudo.


Tenho seguido.


O rumo é certo.

Resultados incertos.


De tudo, a única certeza absoluta: não farei deste mundo o meu túmulo.


Sobre o que eu vou escrever?

Não sei ainda. Minha história é grande. Dela faz parte muitos anjos, tantas lutas e sorrisos soltos.


Enquanto isso aguardo as vozes. São elas que guiam o meu coração.


Ouvidos espirituais sempre atentos.


Aguardo o novo recado.

"Ó SENHOR põe as palavras certas em minha boca e eu te louvarei" SALmo 51:17


Por favor, não tardie, temos sede!


Nenhum comentário: