Por Catia: Disciplina e dor

Bom dia, Guerreiros.
Meu corpo ainda se recupera do esgotamento que sentiu devido a intensa rotina de estudos de 2011/2012/TRE.

" Nada há de mais poderoso do que uma idéia que chegou   no tempo certo ." ( Victor Hugo ) ✿ http://meme.yahoo.com/soumarilu/originals/
Não é raro lermos que a saúde vem em primeiro plano, eu bem sei.. Contudo o caminho que se percorre para alcançar a disciplina é árduo. Tudo é questão de hábito, e o corpo sente, a mente também.
Passei por maus bocados nesses últimos meses ao tentar me policiar de diversas maneiras. Olha, não foi tarefa fácil. É difícil apertar o cinto quando o corpo é "esquelético". Encontrar mais espaço? Acreditem ou não, ainda tinham brechas.
Sem mencionar o medo e a insegurança que senti á medida que intensificava os estudos. É fato, a gente se cobra mais...mais.. Ficamos beirando entre a loucura e a sanidade. Mergulhados no desespero de engolir todo assunto sem deixar sequer uma linha pra trás. Garimpando todo tipo de conteúdo sobre o assunto por medo de que escape alguma questão na hora da prova.
Cheguei em um ponto que ao sentar à mesa me perdia em meio as pilhas de livros e anotações. E corria pra dar conta.

O corpo amortecia, a mente fervilhava.

Os dois não estavam mais em harmonia, brigavam.

Um queria descansar, o outro apenas se preocupava com o relógio, esse que parecia ter, em um passe de mágica, alterado a ordem cronológica para me boicotar.

SUFOCO e ANSIEDADE tomaram conta, e quem administrava este CAOS eram as minhas OLHEIRAS.
Se valeu? Há um certo desconforto. Por que misturados aos livros estão remédios, mais remédios e vitaminas.

O coitado pediu socorro e não dei ouvidos. Ouvir minhas fraquezas? O som do Comodismo não dói e tem sabor doce.

Refletindo mais á fundo, posso garantir que valeu a pena. Fez parte da minha transformação. O processo da mudança traz consigo dores, é inevitável. E antes que padecesse o Corpo, consegui chegar, ainda que ofegante, na excelência que sempre busquei.
Me livrei daquela carcaça velha e mal acostumada ao mediano , ao conforto, as facilidades e ilusões de que o que possuía, bastava, era suficiente.
Pense que em qualquer exercício físico, quando se inicia, o corpo sente as mudanças. Depois se fortalece e se habitua a nova rotina.
Então por que achar que seria diferente aplicar certas alterações e não sentir os desconfortos posteriores?

Ou acham que aqueles livros de motivação e dicas para Concursos Públicos dizendo que é preciso cuidar em primeiro plano da saúde que quem escreve não sentiu os mesmos cansaços?
Óbvio, não confundamos doenças, problemas sérios na coluna, estress crônico com o que descrevo.

Sim, cheguei a fronteira, limite. Mas tive que arriscar. PODE ACREDITAR. TODOS QUE ESCALARAM A MESMA MONTANHA, DESAFIARAM-SE.

Não se iludam, caríssimos.
É necessário derrubar uma casa inteira para reconstruir alicerces fortes. Leva tempo. Dá trabalho.

A questão em discussão não é se matar e ficar doente.
Apenas salientar sobre o processo que se passa para alcançar êxito naquilo que se dispõe a fazer, e melhorar.

Abdiquei de muita coisa, é fato. Também posso garantir que desta vez consegui conciliar mais coisas. Como é maravilhoso se auto-disciplinar!
Cultivei amigos, amor, cuidados, risos, lágrimas, paixão, motivação, enfim; experimentei mais sensações do que antes. E no meio disso tudo não sobrou espaço para o desânimo e a descrença.
Doloroso e prazeroso. Antônimos necessários para o que busquei. Garanto, consegui!
Assim tomo minhas doses de xarope e vitaminas com orgulho de um Sansão. Cresci 10 centímetros na alma.

TRE-SP, aguardo os resultados, de olho no próximo, TRF. Vida de Concurseiro é assim. Depois que se enche a bagagem com o que é importante, mete os pés na estrada de novo. Tomei um fôlego. Continuo na ociosidade ainda hoje...talvez a semana toda. Na próxima, novos desafios. E assim vou trabalhando e lutando entre meus medos, anseios e sonhos.

O que aprendi?

_Não sei fingir. Abraço minhas vontades, mesmo que a minha cara fique roxa de tanto apanhar.

Somos o que fazemos repetidamente.
Por isso o mérito não está na ação,
e sim no HÁBITO.

Aristóteles

Supor entender nossas limitações, mas no fundo, sem por á prova, jamais saberemos!

É preciso coragem e enfrentar a dor, o próprios demônios e gigantes desconhecidos.

Um comentário:

Anônimo disse...

Somos o que fazemos repetidamente.
Tudo o que é feito é como um poema escrito na areia da praia
No amanhã temos a oportunidade de refazer, de reconstruir, com outras letras, outros espaços, outras cores
Com o mérito de quem nada espera, reconstruímos o passado, experimentamos o seu futuro, e nos habituamos ao eterno agora