Esboço para assimilação de conteúdo

Recebo emails diários sobre a melhor forma para se assimilar o conteúdo estudado. Você já deve ter ouvido isto várias vezes, mas é verdade mesmo: isto é bastante pessoal e não há uma regra a ser seguida. Há métodos que funcionam para uns e não funcionam para outros, o que significa que as pessoas - ainda bem! - são diferentes.

Pois bem, ainda que estes métodos sejam pessoais, eu acredito que um núcleo básico possa ser seguido. Se você possui o seu próprio estilo de estudo – e ele é eficiente – não se sinta na obrigação de mudá-lo. As orientações abaixo são para quem anda um pouco perdido. Vamos lá:

1) E, como diria o poeta, nada melhor do que começar pelo começo, não é mesmo? O primeiro passo é mesmo começar estudando a teoria da matéria, por materiais objetivos e voltados para concursos públicos. Esta leitura deve ser atenta (para evitar retrabalhos!) e você deve, de alguma maneira que lhe seja confortável, destacar as partes mais importantes. Você pode realizar este destaque por meio de resumos, marca-textos, mapas mentais...

2) Feita a leitura e o destaque das partes mais importantes da teoria, é hora de começar a resolver os exercícios. Esta é, na minha opinião, a etapa mais difícil, em que os alunos costumam se desesperar. Isto porque há uma diferença notável entre ler um capítulo de livro e entender perfeitamente o que o autor diz e conseguir acertar os exercícios de concursos sobre o tema. Por outro lado, esta etapa pode tornar-se, também, muito motivadora: uma vez que o aluno começa a acertar os exercícios, adquire gosto pela matéria e passa a ter maior prazer em estudá-la. Para resolver estes exercícios, o aluno recorre ao seu resumo (ou às partes marcados no livro, ou ao mapa mental, enfim, a qualquer recurso que ele tenha utilizado para destacar as partes mais importantes – a partir daqui, este recurso será chamado, de maneira genérica, de “resumo”) e utiliza o texto-base (livro ou material do Ponto) como consulta.

3) Esta terceira etapa é, eu acredito, o famoso “pulo do gato”. A maioria das pessoas para na segunda etapa e aí está o grande erro. O objetivo, aqui, é conseguir resolver a todos os itens da banca examinadora que você encontrar por meio, exclusivamente, do seu resumo. A ideia é ir abandonando os livros e materiais de teoria e ficar, somente, com as partes mais importantes do texto. Se, para resolver alguma questão, o seu resumo não for suficiente, isto significa que ele ainda não está bom o bastante e que você precisa melhorá-lo.

4) Ao final das etapas, a sua grande meta é resolver aos exercícios que forem surgindo somente com as informações de seu resumo. Quando isto for possível (ou seja, depois que você for complementando-o com as informações de que precisou para resolver aos itens), o seu resumo estará “redondo” e, poderá, assim, passar a ser estudado com freqüência, como referência naquela matéria. Semanalmente, por exemplo.

Este é, para mim, um esboço que, se seguido com dedicação, tem tudo para dar certo. Quando algum amigo próximo, desses que a gente torce demais pelo sucesso, me pergunta como deve proceder, é exatamente isto que eu respondo.

É claro que, eu insisto, este modelo sofre muitas alterações, a depender de inúmeras circunstâncias, mas eu acredito nele! Conheço pessoas que relêem o mesmo livro para concursos 6 ou 7 vezes, e isto é absolutamente desnecessário. De duas uma, ou a leitura está sendo completamente infrutífera ou o método está errado. Pense sobre isso!

Espero que este simples esqueleto te dê algum norte nos estudos. Que Deus te abençoe e força na peruca!

Um abraço,

Carolina Teixeira

CAROLINA@PONTODOSCONCURSOS.COM.BR

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