Ler ótimos artigos evolui a Interpretação. Vi alguns textos deste Filósofo sendo usado pela FCC e CESPE

O brasileiro tem complexo de vira-lata
A expressão "complexo de vira-lata" foi criada pelo escritor e dramaturgo Nelson Rodrigues.
O brasileiro tem complexo de vira-lata. Adora bancar o chique falando mal de si mesmo.
Principalmente quando alguém chique (leia-se, europeu) fala mal do Brasil. Um modo específico de nosso complexo de vira-lata é achar a Europa o máximo.
Quem conhece bem a Europa e ultrapassou a caipirice de achar tudo lindo por lá sabe que os europeus são (também) arrogantes, metidos, preconceituosos e exploradores e pensam, ainda hoje, que somos uns "índios" mal alimentados, ignorantes e mal-educados.
Claro que há exceções, portanto, não se faz necessário que europeus me escrevam jurando que são legais, ou que seus avós são legais, ou que seus cachorros são criados com todos os direitos humanos, mesmo porque, apesar de que isso não é sabido, ninguém pode ajuizar sobre sua própria virtude.
Lamento pela gente que se julga "crítica e consciente", mas todo mundo que se acha legal por definição é um mentiroso.
Se você for uma leitora que um dia mochilando pela Europa transou com um europeu (europeus costumam adorar brasileiras, porque acham nossas mulheres fáceis e doces, coisa rara nas mulheres europeias de hoje em dia, que a cada dia se tornam mais chatas, competitivas e estéreis), não confunda o papo que teve com ele antes do coito com o fato de que os europeus nos acham subdesenvolvidos. Inclusive porque para eles você é fácil porque é subdesenvolvida.
Sim, achar a Europa o máximo é coisa de gente caipira e brega. Se você pensa assim, tome um remédio. Ou minta.
Recentemente, um intelectual europeu em visita ao Brasil fez críticas ao país. Nada que não saibamos sobre nós mesmos. Mas, logo, alguns intelectuais e artistas vira-latas tiveram um orgasmo porque o "sinhozinho" falou mal das "zelites".
Sim, a elite brasileira pode ser bem brega na sua condição de elite de colônia. E horrorosa na sua ignorância "luxuosa". Aqui, ostentação é destino. Pessoas educadas sabem que a felicidade (seja lá no que for) deve ser guardada a sete chaves. Só gente brega "mostra" que é feliz. Neste caso, um toque de melancolia é elegância.
Por exemplo, o hábito de cultuar restaurantes pretensiosos como "de Primeiro Mundo" porque são caros é comum entre nós.
Dizer que você esteve em tal restaurante "caríssimo" (sempre pretensioso) é atestado de breguice. Mas julgar alguém "superinteligente" porque vem da Europa também é brega.
É fácil posar de "culto e crítico" e ficar horrorizado com nossas injustiças sociais quando se teve a chance de ganhar muito dinheiro ao longo da história à custa das injustiças sociais dos outros. Europeu que se faz de rogado pela injustiça no mundo só cola em vira-lata.
Por outro lado, se a riqueza cultural europeia é óbvia, e não se trata de negar este fato, ela se deve em grande parte às injustiças sociais europeias do passado e não ao seu "estado de bem-estar social" atual. Este tipo de "estado" produz apenas banalidades e monotonias de classe média.
Uma grande falácia é supor que injustiça social e riqueza cultural sejam excludentes, pelo contrário. Ou que justiça social produza necessariamente originalidade intelectual.
Não sou um "patriota", patriotismo é para canalhas. Calabar - que optou pelos holandeses em detrimento dos portugueses no Pernambuco colonial - pode ter razão. Falo aqui apenas de nosso complexo de vira-lata.
É muito comum que grandes intelectuais estrangeiros venham a nossa terra inculta e falem um "feijão com arroz" básico supondo que somos ignorantes mesmo e por isso não precisam suar a camisa diante de nossas plateias que sacodem seus ouros, exibem seus decotes e orelhas de livros.
Já vi isso acontecer várias vezes. Também no mundo acadêmico isso acontece, não só no mundo da filosofia de luxo.
Um grande professor que tive e que vive na Europa há anos me disse certa feita que até hoje os europeus não acreditam que "na volta das caravelas que colonizaram as Américas" pode haver algum "índio" que seja igual ou melhor do que eles.
A afetação moral em europeus não é muito diferente da afetação intelectual de nossos decotes de marca.
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Por Catia: Magnífica a colocação. Perfeito!
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http://luizfelipeponde.wordpress.com/page/2/

5 comentários:

Anônimo disse...

Eu me recuso ...
Vira-Lata ...
Faço hora ...
Transformo ...
Vida-Rara...
http://www.youtube.com/watch?v=lz49t94T3no&feature=related
.
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Vida-Rara ...
Transformo ...
Faço agora ...
Vida-Nova ...
http://www.youtube.com/watch?NR=1&feature=endscreen&v=-UBAztgkqMU
.
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.
Vida-Nova ...
Transformo ...
é agora ...
Vida-Nossa ...

Anônimo disse...

Europa
Procurei por toda internet
Raramente te encontrei
Brasil
Não encontro lugar pra me esconder de ti
Vida
Vida-Rara
Vida-Nossa

Anônimo disse...

EMbora eu concorde com algumas ideias do texto, "achei-o" uma porcaria (autor, me desculpe).. Truncado, cheio de frases de efeito, cheio de tiradas "pesadas"... nao acho, p.ex., um bom parâmetro pra textos em provas de concursos

Anônimo disse...

Pode me taxar de caipira, mas que os europeus lutam mais pelos seus ideais que os brasileiros, isso é a pura verdade.

CatiaPipoca disse...

Então Anônimo(uma pena não se identificar) respeito toda opinião, acho bacana as divergências. Então, mas as Bancas usam como parâmetro sim. E este Autor, hoje, considerado um dos maiores filósofos do nosso Brasil. Postei alguns textos apenas, entretanto há muito mais. De repente goste dos outros. Fica a Dica. Abçs