Blog da Cátia Pipoca - Dicas de Concursos Públicos

Depoimento do Aprovado: Juiz Leador Machado

Relato do Aprovado Juiz Leador Machado


Formação: terminei o curso de Direito em 1993, quando comecei a advogar. Trabalhei como assessor parlamentar e advogado do Gabinete de uma Deputada do PT, de 1995 a meados de 1996, quando assumi o cargo de Diretor do Recursos Humanos da Fundação Hospitalar do Distrito Federal. Em 1999 voltei a advogar e, a partir de 2003, abandonei a advocacia para estudar.

Nessa época fiz uma pós graduação na Fundação Escola do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, curso fundamental para o meu amadurecimento jurídico. Em 2005 fiz uma outra pós graduação/especialização, onde tracei os meus últimos detalhes da minha preparação para o concurso público da Magistratura.

Nessa época tive a felicidade de rever meu amigo Rogério Neiva, que muito me ajudou na preparação para as fases finais do concurso. Antes também tinha sido aluno do Rogerio na Escola da Magistratura da 10ª Região.

Concursos aprovados anteriormente: Juiz do Trabalho da Décima Quarta Região e da Vigésima Segunda Região.

Data de aprovação no cargo atual: 18.09.2006

Quando começou a se preparar para o concurso atual: em janeiro de 2003.

Como estudou: Com já fazia dez anos que eu não estudava, fiz uma primeira pós graduação, depois um curso na Escola da Magistratura do Trabalho e um terceiro em outro curso preparatório. No mais foi estudar, estudar e estudar individualmente.

- montou planejamento? Não era muito organizado, mas segui o roteiro acima narrado.

– estudou em grupo? não

– estudava em biblioteca? Apenas durante os últimos dias que antecederam à aprovação.

- estudava quantas horas por semana? Cerca de oito horas por dia.

O que faria diferente? fiz o que era possível, dentro da minha realidade e das minhas possibilidades. Não vejo nada a mudar.

Houve momentos de desânimo? Quando fui reprovado na prova oral da Oitava Região, estando em primeiro lugar no concurso e tendo o dinheiro da casa que havia vendido já acabado, cheguei a ficar um pouco desanimado, mas vi que não tinha o direito de chorar, pois não tinha mais como voltar atrás.

Chegou a pensar que não passaria? A partir da mencionada experiência na 8ª Região e superar o baque, comecei a me preparar para ser Juiz e não mais para passar em concurso, pois sabia que era uma questão de tempo.

Principais dificuldades, quais foram? Ter que me isolar, deixar a advocacia, a militância partidária, os amigos, e a família. Algumas pessoas pensavam que eu estava ficando louco. Cheguei a me isolar em uma quitinete e estudar em cima de árvores para não cochilar.

O que fez para superar as dificuldades? Determinação! A certeza de que não poderia voltar atrás, pois as pontes estavam queimadas.

Como soube da notícia da aprovação? A prova que considero mais importante foi a da segunda fase. No Pará recebi o resultado quando estava em Manaus, fazendo prova. Quando abri o site o TRT 8 e vi que estava em primeiro lugar, disparado, uma vez que tinha tirado 7,33 e quem ficou em segundo lugar tinha tirado 6,00, foi uma surpresa e uma emoção indescritível! Na prova de sentença da 14 Região também fiquei em primeiro lugar e recebi a notícia por colegas de concurso em São Luiz – MA. Foi também emocionante! A maior decepção foi da prova oral da 8ª Região, onde eu estava no auditório do tribunal, junto com os colegas de concurso, aguardando o resultado e esperando que ficaria em primeiro ou segundo lugar, tendo sido covardemente reprovado, uma vez que tinha feito uma prova muito boa. Isso tornou muito emocionante minha aprovação no concurso seguinte, no qual acabei aprovado. Foi um alívio com muita emoção, pois estava fragilizado emocionalmente!

O que fez em seguida? Quando fui aprovado, voltei no outro dia para casa onde comemorei com minha família. Eles estavam também muito apreensivos, pois viram o abalo emocional que foi minha reprovação anterior.

Como foi a comemoração? Foi em família, cumprimos uma promessa feita por minha esposa. Era uma fase muito tensa, pois não tinha mais onde conseguir dinheiro. Foi um grande alívio, aliviou as tensões familiares.

Conselho aos candidatos: O segredo que eu vejo de minha aprovação no concurso público para Juiz do Trabalho foi a determinação. Quando me afastei da vida política, um pouco decepcionado com os desdobramentos da militância, resolvi continuar minha vocação em outra área. Já me identificava com o Direito do Trabalho, pois só advogava nessa área e minha militância era toda voltada para o movimento sindical e a área trabalhista. Me sentia um vocacionado para área e sentia que era onde eu poderia me realizar. Por isso a determinação: iria fazer algo que iria me realizar como profissional e como ser humano. Hoje me sinto plenamente realizado. Valeu todas as privações, todas as dificuldades. Hoje só me sinto na obrigação de devolver tudo o quanto recebi. Por isso minha dedicação ao Projeto Trabalho, Justiça e Cidadania, programa que leva discussão de cidadania e direito do trabalho para escolas da periferia.


http://www.concursospublicos.pro.br/relato-do-candidato-de-exito/depoimento-do-aprovado-juiz-leador-machado-concursos-publicos

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