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Dicas para estudar em casa - Guilherme de Almeida

Guilherme de Almeida – Do CorreioWeb
 
A especialista Andréa Ribas dá dicas para auxiliar o candidato a decidir se ele está ou não no momento certo de sair da sala de aula

 
Uma coisa que todo candidato de concurso público sabe é que assistir aula no cursinho e sentar para estudar são atividades totalmente diferentes. No entanto, não há como negar que ambas são práticas extremamente importantes para alcançar a aprovação. Sendo assim, uma dúvida muito comum entre os concurseiros é saber qual é o momento certo de sair da sala de aula para estudar em casa ou encarar as bibliotecas.

O especialista em preparação pra concursos Alessandro Marques acredita que a sala de aula funciona muito bem como um pontapé inicial para ajudar o candidato a se ambientar com o mundo dos concursos. “Muitas vezes, o estudante inexperiente começa a se preparar agora, mas nunca viu uma matéria de Direito na vida. Nesse sentido, o cursinho é introdutório e bastante didático”, afirma.

No entanto, para os candidatos mais experientes com anos de estudo, a orientação do professor é outra. “No caso de quem se prepara para concursos há bastante tempo, assistir aula pode ser muito útil apenas para uma matéria específica ou para aquela disciplina na qual o candidato apresenta dificuldades de aprendizado”, recomenda.

Faça uma auto-avaliação
A especialista em Gestão de Pessoas Andréa Ribas dá cinco dicas para auxiliar o candidato a decidir se ele está ou não no momento certo de abandonar a sala de aula. De acordo com a profissional, é necessário que todas sejam simultaneamente atendidas:

1 - O aluno percebe que o conteúdo passado em sala já foi assimilado e sedimentado e por isso as aulas se tornaram repetitivas e já não são mais atrativas;
2 - O aluno apresenta capacidade de falar ou escrever e exemplificar sobre o conteúdo sem dificuldades;
3 - O aluno já está buscando conhecimentos sobre as disciplinas além do trabalhado em sala;
4 - O aluno é autodisciplinado, tem um planejamento de estudo, tem acesso a um ambiente adequado, seja em casa, numa biblioteca ou um espaço para estudo em grupo; e
5 - O aluno apresenta facilidade de estudar num ambiente fora da sala de aula, espaço tradicionalmente adaptado.

Casos de sucesso
Fato comum a todos os aprovados é que a maioria amargurou várias reprovações antes de obter êxito nos certames. E isso não foi diferente com o primeiro lugar no concurso dos Correios para a área de Economia, Thiago Mendes, de 23 anos.

Após três meses frequentando as salas de aula do cursinho, Thiago passou então a estudar em casa. “Desenvolvi meu método sozinho. No começo, eu era um pouco desorientado e estudava um dia sim e dois dias não. Também tinha dificuldade de me concentrar, mas depois de alguns meses passei a estudar todos os dias. A rotina é difícil. Ainda mais quando você não vê resultados”, desabafa.

Em 2010, Thiago encarou as seleções do Ministério Público da União (MPU), do Ministério do Meio Ambiente (MMA), do Ministério da Justiça (MJ) e da Embratur. “Não passei em nenhum desses concursos. Mas acontece que eu tinha uma meta: ficar entre os 10% primeiros candidatos mais bem classificados. Depois a meta passou a ser de 5% e por fim, ficar entre 1% dos mais bem colocados. Nesse ritmo consegui aprovação no concurso dos Correios”, relata.

Thiago também diz que não abriu mão de atividades prazerosas para estudar. “Eu fazia as duas coisas. Nunca deixei de me divertir para estudar, exceto se estivesse na semana da prova. Encontrava meus amigos, ia para a balada e malhava na academia. O importante é você ser produtivo ao máximo e o tempo todo. Se você tem uma hora por dia para estudar, você tem que fazer aquela hora render. Não adianta nada se matar de estudar cansado de madrugada e ter um péssimo rendimento”, defende.

Já o bacharel em Relações Internacionais, Danilo Mendes, 31 anos, começou a estudar para seleções públicas em 2009 e fez cursinho por seis meses. “Orientei meus estudos a partir das dicas que os professores davam em sala de aula. No final de 2009 teve concurso da Receita Federal e meu desempenho foi péssimo. Foi só aí que percebi que as aulas dos cursos preparatórios apresentavam o conteúdo daquilo que era mais básico e frequente nas provas. Se quisesse ir além daquilo, precisaria buscar as respostas dentro dos livros”, conta.

Na época, Danilo trabalhava na iniciativa privada e decidiu pedir demissão do emprego para estudar em casa. “Peguei minhas reservas, trabalhei firme e em um ano consegui juntar R$ 50 mil. Então pedi minhas contas e passei somente a estudar”, conta. Danilo revela como era a rotina. “Estudava religiosamente de segunda a sexta. Acordava às sete horas e estudava entre sete e oito horas por dia, contadas no relógio, o que era algo extraordinário. Sábado estudava até o meio dia. Da tarde de sábado até domingo eu descansava. Não sacrifiquei minhas atividades de lazer, mas parei de beber e de viajar. Feriado para mim também era dia de estudo”, revela.

Danilo conta que no início estudava até esgotar todo o conteúdo da matéria. “Mas aí quando eu pegava a matéria seguinte eu esquecia muitos tópicos da disciplina anterior. O que funcionou comigo foi traçar uma grade horária para que eu pudesse estudar várias matérias e com freqüência”, relata. Outra dica dada pelo aprovado é a de não economizar em material de estudo. “Acredito que gastei cerca de R$ 10 mil com material de primeira linha. Não dá pra ficar estudando só pelas apostilas. É necessário investir em bons livros de base”.

Os sete hábitos altamente eficazes
Ao analisarmos os estudantes que são aprovados nos primeiros lugares em concursos públicos, podemos verificar que eles possuem alguns hábitos em comum. Esses certamente são os grandes responsáveis pelo sucesso. O professor Alessandro Marques dá as dicas para quem quer chegar logo à aprovação:

Hábito 1: tenha foco
O foco é o início do sucesso. Definir o foco significa responder a duas perguntas:
1.      Em qual instituição você quer passar?
2.      Qual cargo?
O estudante de concursos precisa concentrar os esforços em um único objetivo, senão se prepara para todos e não é aprovado em nenhum.

Hábito 2: planejar e agir
Um planejamento dos estudos lhe ajudará a organizar seu tempo, priorizar matérias mais importantes (ou que você tem menos conhecimento) e até mesmo saber quanto tempo você levará para estar preparado. E tão importante quanto planejar é seguir o plano.

Hábito 3: priorizar a qualidade em vez da quantidade
A maioria dos alunos se preocupa em ler a maior quantidade de páginas ao invés de aprender o que está estudando. Por esse motivo, ao ler algumas questões no dia da prova, lembra-se que estudou o que está sendo cobrado, porém não sabe responder. Não passe para o tópico seguinte sem ter aprendido o que está estudando. Pode gastar mais tempo, mas se cair aquele assunto na prova certamente você acertará.

Hábito 4: trabalhar com resultados
Faça o máximo de provas e exercícios que puder. O mesmo com provas de concursos já realizados. Isso o ajudará a se acostumar com o momento da prova e com a tensão. Avalie os resultados, analise e meça seu desempenho, estabeleça metas de pontuação e compare-se somente com você mesmo.

Hábito 5: aprender a aprender
Busque se conhecer e saber a forma como você aprende melhor. Busque novas ferramentas, técnicas e metodologias de estudo e não descanse enquanto não atingir o seu melhor. Não existe matéria difícil, o que existe são matérias que você ainda não aprendeu a aprender.

Hábito 6: assumir a responsabilidade
Duas frases para este hábito:
1.      Você é 100% responsável pelos seus resultados.
2.      A nota que você tira na prova é a nota que você mereceu tirar.

Hábito 7: ter confiança
Sem saber, infelizmente a maioria dos estudantes se prepara para ser reprovado. Não há sucesso sem confiança. Nunca teremos a certeza absoluta de que vamos conquistar nosso objetivo, porém devemos sempre ter três pensamentos em mente:
1.      Eu sou capaz de ser aprovado no concurso...
2.      Eu mereço ser aprovado no concurso...
3.      Eu acredito que vou ser aprovado no concurso...

Os sete hábitos dos estudantes altamente eficazes não são uma receita! São orientações. Um norte para seguir em busca da sonhada e possível aprovação.

Fonte: CorreioWeb

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