Por G1: Quadrilha presa no Ceará cobrava R$ 8 mil por fraude em concursos

Informações eram repassadas por meio de vibrações em telefones. Quadrilha era investigada pela polícia há cerca de 45 dias.


André Teixeira
Do G1 CE




Equipamento vibrava de forma codificada e erainterpretada em repostas pelos candidatos.(Foto: TV Verdes Mares/Reprodução)




Cinco suspeitos presos neste domingo (6) por fraude em concurso público cobravam valores entre R$ 5 mil e R$ 8 mil para passar informações das provas, de acordo com o delegado Julio Agrelli, que coordenou a operação que prendeu o grupo. Segundo o delegado, os suspeitos pagavam R$ 380 antes da prova para gastos com os equipamentos e outra quantia de até R$ 8 mil após uma possível aprovação no concurso.
Julio diz que investigava a quadrilha há cerca de 45 dias e esperou que os candidatos inscritos realizassem a prova para prendê-los em flagrante. Um dos membros da quadrilha, o chamado "piloto", era um candidato com forte potencial para ser aprovado, de acordo com o delegado, e após concluir a prova, passava informações a outros candidatos, do lado de fora do local de prova, por meio de equipamentos eletrônicos.
O equipamento era preso ao corpo do candidato ou à sola do sapato, e fazia vibrações em códigos previamente estudadas pelos candidatos, que eram interpretados nas respostas a serem marcadas na prova. Ainda conforme o delegado que coordenou a operação, os suspeitos são todos de Pernambuco e são especialistas em fraude em concursos. O Departamento de Inteligência da Polícia Civil do Ceará investiga possíveis participações do grupo em outros concursos públicos do Ceará e de estados vizinhos.

O delegado diz também que já havia identificado os suspeitos antes da realização da prova e evitou uma vistoria em massa para evitar um possível tumulto. Na saída da prova, de acordo com o delegado, todos os 25.762 candidatos ao concurso de agente penitenciário da Secretaria de Justiça do Ceará foram vistoriados. Cerca de 150 pessoas foram revistadas antes de entrar no local de provas, selecionadas por amostragem. Uma dessas pessoas foi presa em flagrante com o equipamento na sola do sapato.
A Secretaria da Justiça do Ceará, que organiza o concurso em parceria com a Universidade Estadual do Ceará (UECE), informou que os suspeitos foram suspensos do concursos e os demais candidatos seguem normalmente competindo por 800 vagas para agente penitenciário.
Os aprovados terão remuneração de R$ 1.933,37. O candidato poderá trabalhar em Fortaleza, Litoral Oeste, Sobral, Ibiapaba, Sertão dos Inhamuns, Sertão Central, Baturité, Litoral Leste, Jaguaribe e região do Cariri. As etapas iniciais do concurso são organizadas pela UECE em parceria com a Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado do Ceará.




Fonte: G1


2 comentários:

MartaNogueira-Covac DF. disse...

Q isso, que absurdo. Será que foi a mesma quadrilha que passou os dados "confidenciais" ao colégio Christus. Affffff...

Kalel Jones disse...

Marta,

Provavelmente,não se trata da mesma quadrilha, já que a forma de agir é diferente. Mas vai saber, né?!


Sobre o furo do ENEM, eu li a respeito e concluí que a maior culpa é do MEC. Ele faz diversas versões de provas para o ENEM e as aplica em todos os Estados do Brasil como teste. Depois escolhe uma das versões ou algumas questões de cada versão e aplica no exame oficial (no ENEM, mesmo).


Interessante é que o tal pré-teste é aplicado a alunos. Só naquela escola, 91 alunos tiveram acesso a o teste.

Ainda não sei se o tal testo foi aplicado a todos os colégios particulares e públicos do Brasil.
Mas acredito que tenha sido apenas a alguns. E qual foi o critério para escolher tal colégio?



"O pré-teste é feito pelo Inep para avaliar se as questões em análise são válidas e qual é o grau de dificuldade de cada uma. Os cadernos de questões do pré-teste deveriam ter sido devolvidos após a aplicação e incinerados pelo Inep.

... O MEC confirma que 14 questões que estavam na apostila foram copiadas de dois dos 32 cadernos de pré-teste do Enem aplicado no ano passado a 91 alunos da escola."


Mesmo que alguém não tivesse copiado ou levado embora o caderno de teste, já está errado isso. UM ANO antes, os alunos daquele colégio já sabiam como seria a prova. (ou pelo menos conheceram as questões)


A apostila que receberam semana antes do ENEM foi apenas um reforço.


Ainda bem que alguém denunciou!