MEDO DO AMOR - CONCURSEIROS TB AMAM!


Medo de amar? Parece absurdo, com tantos outros medos que temos que enfrentar: medo da violência, medo da inadimplência, e a não menos temida solidão, que é o que nos faz buscar relacionamentos. Mas absurdo ou não, o medo de amar se instala entre as nossas vértebras e a gente sabe por quê.

O amor, tão nobre, tão denso, tão intenso, acaba. Rasga a gente por dentro, faz um corte profundo que vai do peito até a virilha, o amor se encerra bruscamente porque de repente uma terceira pessoa surgiu ou simplesmente porque não há mais interesse ou atração, sei lá, vá saber o que interrompe um sentimento, é mistério indecifrável. Mas o amor termina, mal-agradecido, termina, e termina só de um lado, nunca se encerra em dois corações ao mesmo tempo, desacelera um antes do outro, e vai um pouco de dor pra cada canto. Dói em quem tomou a iniciativa de romper, porque romper não é fácil, quebrar rotinas é sempre traumático. Além do amor existe a amizade que permanece e a presença com que se acostuma, romper um amor não é bobagem, é fato de grande responsabilidade, é uma ferida que se abre no corpo do outro, no afeto do outro, e em si próprio, ainda que com menos gravidade.

E ter o amor rejeitado, nem se fala, é fratura exposta, definhamos em público, encolhemos a alma, quase desejamos uma violência qualquer vinda da rua para esquecermos dessa violência vinda do tempo gasto e vivido, esse assalto em que nos roubaram tudo, o amor e o que vem com ele, confiança e estabilidade. Sem o amor, nada resta, a crença se desfaz, o romantismo perde o sentido, músicas idiotas nos fazem chorar dentro do carro.

Passa a dor do amor, vem a trégua, o coração limpo de novo, os olhos novamente secos, a boca vazia. Nada de bom está acontecendo, mas também nada de ruim. Um novo amor? Nem pensar. Medo, respondemos.

Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência mas sabendo que para sempre é impossível recusá-lo.


Martha Medeiros

4 comentários:

Anônimo disse...

Isso é uma armadilha para o concurseiro, ainda mais se for um amor novo, do qual não se aproveitou nem experimentou muito. Desejos, carências, saudades e carinhos elevados ao infinito!


Amar, quando se tem outra coisa para fazer, é uma merda!!! Altamente prejudicial aos estudos!!rs


Há quem saiba administrar. Mas será que ama loucamente (intensamente)?
Ou será que só tem um chinelo qualquer para o pé, mas chama de amor?rss


Amar é gostoso demais! INfelizmente, não é opcional! Surge aquela pessoa especial FDP na nossa vida e toma conta dos nossos corações!

Ai, ai!!


Brás

Cleytonfernandes disse...

Você é a personificação do ♥Amor♥, coisa linda.

Isadora Macedo disse...

Gostei do post, me identifiquei muito com ele.
Amei o comentário do Bras...e concordo plenamente (infelizmente)...kkkkkkkk

emme-lab disse...

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