Por Ninha: Mazelas do Judiciário II

Justiça manda demolir hotel de luxo em área ambiental

Ministério Público encontrou irregularidades do empreendimento em Campos do Jordão
Encravado em área de preservação permanente em Campos do Jordão, na Serra da Mantiqueira, o hotel "superluxo" Blue Mountain foi condenado pela Justiça à demolição total, retirada imediata do entulho e a realizar o pleno reflorestamento da região desmatada - uma área equivalente a seis campos de futebol.
O juiz Paulo de Tarso Bilard de Carvalho, da 2.ª Vara Cível de Campos do Jordão, acolheu os argumentos da ação civil pública movida pelo Ministério Público Estadual. No processo, o promotor de Justiça Jamil Luiz Simon lista 21 irregularidades cometidas pelo empreendimento, incluindo a destruição de mata nativa, construções em áreas de topo de morro e perto de nascentes d´água, desmatamento de vegetação de Campo de Altitude inserida em área que abriga animais silvestres ameaçados de extinção e implementação de um reservatório para captação de água sem anuência do Estado.
Para o promotor Jamil Simon, esse é o maior exemplo da ilegalidade na cidade.
- O próprio Estado já reconheceu o erro na emissão e anulou a licença.
Já o advogado do hotel, José Ricardo Biazzo, defende que não houve irregularidade na construção e no mês passado recorreu da sentença, com um pedido de efeito suspensivo da decisão.
- Se por uma hipótese absurda houve erro, não foi dos proprietários, que não podem ser punidos com a demolição.
Aberto há um ano, o Blue Mountain funciona normalmente, com heliponto e diárias que chegam a R$ 6.000. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.


Então povos lindos, essa que vos fala é humilde moradora da cidade de Campos do Jordão, ohhh a Suiça Brasileira, onde não tem emprego pros moradores, quem manda na cidade são os que tem muita, muita "bala na agulha". Trabalho no Forum há 3 anos e já sei dessa esparrela toda de demolição do citado hotel. Agora pergunto pra vocês: - Por que então deixar construir um imóvel da proporção desse? Eu respondo, POLITICA! Pura e simplesmente interesse pessoal. Ai me vem um ambientalista e diz que o impacto da construção é grande e maléfico. E o de uma demolição?? Não é?
Fora os duzentos e tantos empregos que são gerados para a cidade. Não sou Jordanense, mas habito aqui e tiro meu sustento daqui...Só que falo seguramente: tenho vergonha dessa cidade e quando alguém explana: Nossa que chique, você mora em Campos...Eu digo: - Vai morar lá pra ver se aguenta 1 ano naquilo que chamam de "qualidade de vida"! Aqui de qualidade só o ar, isso porque é de graça! Humpf...tenho dito.

3 comentários:

Anônimo disse...

Acho justa a demolição!
Quanto aos 200 e tantos empregos, eles não deveriam nem ter existido.
É lamentável ver as pessoas perderem os seus empregos e constatar que na cidade não há outros para a relocação desses novos desempregados.
O fato é que o empreendimento foi construído em desacordo com a lei. Embora parte da população esteja seja beneficiada com empregos e os comerciantes da região com os clientes-hóspedes, a ilegalidade persiste.

Robin Hood não deixar de ser um ladrão, só porque distribui parte de seu saque aos pobres.


Se mantermos essa mentalidade de que podemos cometer ações prejudiciais aos meio ambiente e aos recursos naturais, desde que parte do povo de beneficie, as gerações futuras provavelmente não terão nada, isto é, se conseguirem sobreviver, se se conseguirem nascer, se ainda restar vida na Terra.
Exagero? Não! Aquecimento Global.

Olha o Japão com os problemas da radiação proveniente dos danos causados nas usinas nucleares.


A construção desse hotel perto das nascentes de água pode comprometer a água fornecida para toda a cidade. Isso prejudicará tanto quem não está ganhando nada com isso (as pessoas que não trabalham no hotel nem no comércio da região) como também os funcionários do hotel e os comerciantes, ou seja, a população em geral.

Sem citar os problemas advindos do desmatamento.


Se na cidade não há emprego, a solução é morar em outra que ofereça oportunidades.

Eu não monto quiosque em praia deserta.

Brás

Ana Crônica disse...

Pode até ser Bras, só que se vc visse o tamanho do empreendimento. Foram uns 2 anos pra levantar aquilo tudo. E quem foi la dizer q era ilegal?? NINGUÉM! Os fiscais, politicos e com certeza alguem do judiciário levou mta grana nisso e hj depois de um ano de funcionamento querem demolir? A lei de pico de morro é posterior a isso...Fora outro hotel que foram gastos milhões q tbm tem processo pra demolir...Então é assim, nego vem, enche so bolsos de dinheiro, ferram com a cidade e uns anos depois me vem a decisão de demolição?? Depois q ta pronto?? Se era ilegal nem deixasse construir e ponto....Ah mas assim ninguém levaria um por fora né....Sou a favor de deixar lá como está....
Tbm não moro em quiosque em praia deserta, pior, moro em uma cidade em quem entre junho/julho movimenta-se milhões....Os comerciantes como o João Doria entre outros enchem os bolsos e vão embora em agosto, mas a minha rua vai continuar sem asfalto, processos de liminar pedindo vaga em hospital vão continuar entrando, o crack vai ser vendido na esquina....Mas a prefeita vai ta feliz rs....e a chamada panelinha do Capivari tbm....Voto pela continuação, errado?? Então nem deixassem fazer!

Anônimo disse...

Depois de alguns anos verificamos que a lei é como uma espada de dois gumes
Com ela justificamos nossos atos, absolvemos nossos crimes, condenamos nossos inimigos, e tantas outras coisas mais
Erguemos a espada e com a certeza do agir nos orgulhamos de ter nossos nomes em jornais, noticiários, internet ... e quem sabe num diploma que nos conferirá a posse em um cargo público após uma eleição ...
Sempre há os que são contra, desses não esperam votos nem apoio, os que são a favor esses sim importam
Falem bem ou falem mal ...
Ser contra ou a favor talvez é o que menos interessa
Talvez, a solução seja ser ignorante, um analfabeto político, que gasta sua inteligência analisando os que realmente trabalham pela coletividade...
Talvez, devemos ser tão ignorantes a ponto de não se importarmos com os erros dos outros
Talvez, ser tão analfabetos a ponto de nem mesmo sabermos soletrar os defeitos deles
Talvez, eles nunca mudem e nos defendemos deles simplesmente usando as mesmas armas, a ignorância ...
E é esta que me impede de ser contra ou a favor