Ministério Público do RJ pode antecipar edital para este mês.

Ministério Público do RJ pode antecipar edital para este mês

O presidente da comissão do concurso do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPE), procurador Carlos Antonio Navega, anunciou à FOLHA DIRIGIDA na última segunda, dia 6 de junho, que todos os esforços estão sendo feitos para que o edital da seleção para a área de apoio do MPE possa ser antecipado para este mês.


Inicialmente, o edital do concurso estava previsto para sair entre agosto e setembro, segundo havia informado à FOLHA DIRIGIDA o procurador-geral de Justiça, Cláudio Soares Lopes. No entanto, conforme explicou Carlos Navega, o MPE tem pressa na realização da seleção e na contratação dos aprovados.
"Já temos uma minuta do edital pronta, muito similiar à da seleção de 2007. Nesta terça, 7, irei me reunir com os demais membros da comissão do concurso, que foi formada na última quinta (2), para decidirmos sobre a escolha da organizadora. Quero defini-la até a próxima semana, para que possamos divulgar o edital este mês. Acredito que a nomeação dos aprovados ocorrerá até janeiro", disse.
Vagas - O presidente da comissão do concurso também antecipou com exclusividade à FOLHA DIRIGIDA a distribuição das vagas do concurso. Segundo ele, a oferta será de 153 vagas e não 175 conforme havia anunciado anteriormente o procurador-geral de Justiça.
A boa notícia é que a oferta para técnico administrativo, cargo que exige apenas o nível médio, passou de 50 para 118 vagas. Haverá ainda seis vagas para técnico de notificações e atos intimatórios, para quem possui a mesma escolaridade.
Já no nível superior, serão 29 vagas, sendo 15 para analista administrativo e 14 para analista processual. A primeira carreira poderá ser disputada por graduados em Administração, Direito, Ciências Contábeis ou Economia. Já para a última, apenas os formados em Direito.
"As vagas de técnico administrativo, técnico de notificações e analista administrativo serão distribuídas por todo o estado. Já as de analista processual serão exclusivas para a capital", informou o procurador Carlos Navega.
Remuneração - Ao contrário do que havia sido passado anteriormente pela Assessoria de Imprensa do MPE, o procurador Carlos Navega informa que os salários são de R$3.157,47 para técnico e de R$5.143,19 para analista, e não de R$3.302,08 e 5.419,09, respectivamente.

Como a inclusão de R$550 de auxílio-alimentação, as remunerações serão de R$3.707,47 para técnico e de R$5.693,19 para analista, e não de R$3.852,08 e R$5.969,09, conforme vinha sendo noticiado pela FOLHA DIRIGIDA. Todos os servidores também têm direito a benefícios como vale-transporte (R$124), auxílio-saúde (R$350, inclusive para dependentes) e comissão de gerência (analista).

O objetivo inicial do MPE era preencher 90 vagas, sendo 50 de técnico administrativo e 40 de analista administrativo. No entanto, como foram criadas mais 106 por meio da Lei nº5976/11, o órgão passou a contar com 196 vagas para serem preenchidas.
No entanto, 43 vagas foram preenchidas por aprovados do concurso anterior (realizado 2007), cuja validade encerrou-se no dia 18 de maio, sobrando, dessa forma, 153 vagas para serem preenchidas pela nova seleção.
O presidente da comissão do concurso, entretanto, destacou que o MPE tem tradição de convocar muito além do número de vagas especificadas em edital. "Sempre chamamos muitos aprovados", disse Carlos Navega. Vale destacar que na última seleção, foram abertas 281 vagas imediatas (11 para analista administrativo, 100 para analista processual, 120 para técnico administrativo e 50 para técnico de notificações). No entanto, foram chamados 1.048 aprovados, sendo 111 analistas administrativos, 120 técnicos de notificação e atos intimatórios, 250 analistas processuais e 567 técnicos administrativos.
Provas - O procurador Carlos Navega disse ainda que, em princípio, o concurso contará apenas com prova objetiva, conforme ocorreu na última seleção. Segundo ele, a expectativa é de que a avaliação seja aplicada até outubro. "O programa do último concurso deverá sofrer apenas alterações pontuais, sobretudo em relação à legislação. De um modo geral, pouca coisa será alterada", antecipou.

Fonte : Folha Dirigida

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