FMI elege ministra da Economia da França como diretora-gerente

BRASÍLIA – O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou nesta terça-feira (28/06), em nota oficial, a escolha da ministra da Economia da França, Christine Lagarde, para ocupar o cargo de diretor-gerente da instituição nos próximos cinco anos. A eleição estava marcada para a próxima quinta-feira, mas os 24 membros do Conselho de Administração do FMI, representantes dos 187 países-membros, reuniram-se e anteciparam a decisão. Cristine será a primeira mulher a comandar o Fundo Monetário.

Ela e o outro candidato, Agustín Carstens, presidente do Banco Central do México, haviam se reunido com o Conselho do FMI na semana passada para apresentar seus pontos de vista e defender suas respectivas candidaturas. Na nota oficial, o FMI disse que ambos eram qualificados mas, por consenso, optou por Christine.

Também nesta terça-feira (28/06), mas pouco tempo antes da eleição, o Brasil havia anunciado, em nota oficial do ministério da Fazenda, apoio à candidatura de Christine Lagarde.

Na nota, a Fazenda dizia que a escolha devia-se ao currículo e à experiência de Christine e, também, ao compromisso assumido por ela publicamente e em conversa reservada com o ministro Guido Mantega de continuar o processo de reforma do FMI iniciado pelo ex-diretor-gerente Dominique Strauss-Kahn. O também francês renunciou ao cargo em maio depois de ter sido acusado de molestar sexualmente a camareira de um hotel nos Estados Unidos.

A nota da Fazenda enumerava os compromissos que o governo brasileiro considera mais importantes que precisam ir adiante na próxima gestão do FMI. Os países emergentes precisam ter mais poder de decisão e os pequenos, mais voz. Os próximos gerentes do FMI não têm de ser europeus necessariamente, e a cúpula da entidade precisa se abrir a novas nacionalidades.

A experiência concreta do controle de capitais adotado por certos governos precisa ser estudada pelo Fundo. Os países ricos precisam ser mais supervisionados. E a linha linha de pensamento do FMI tem de ser modernizada, “superando a prevalência do ideário imposto pelas economias avançadas”.

Mantega havia recebido Christine no dia 30 de maio, em Brasília, para negociar o apoio. Dias depois, foi a vez do candidato mexicano, Agustín Carstens.

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