TRE PE detecta falhas e decide anular concurso

O novo presidente do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), o desembargador Ricardo Paes Barreto, revelou ontem que concurso público promovido, no ano passado, pela Justiça eleitoral de Pernambuco para área administrativa será anulado. Um novo exame será realizado em junho deste ano, mas por enquanto não há definição da quantidade de cargos que serão criados. Os candidatos que participaram do último concurso terão o dinheiro da taxa de inscrição devolvido pelo TRE.

A informação foi repassada ontem por Ricardo Paes Barreto, durante uma visita de cortesia ao presidente dos Diários Associados no Nordeste, Joezil Barros. O encontro foi acompanhado pelo desembargador eleitoral e ouvidor do TRE, Stênio Neiva, e da assessora jurídica dos Diários Associados, Cláudia Alencar. Barreto aproveitou a visita para informar sobre sua posse solene, que acontecerá no dia 4 de maio, às 17h, no auditório do TRE.

Segundo Paes Barreto, o tribunal tem uma defasagem de pessoal em torno de 20% a 30%. O desembargador eleitoral Francisco Cavalcanti foi escolhido como presidente da comissão que ficará encarregada de realizar o edital do novo concurso e selecionar a nova entidade para fazer a seleção. Segundo o presidente do TRE, a empresa responsável pelas elaboração e aplicação das provas do ano passado não tinha estrutura administrativa para realizar o concurso e cometeu algumas falhas.

Na época, a empresa foi escolhida por processo licitatório e, segundo o magistrado, a opção pelo menor preço terminou por prejudicar a qualidade do concurso. “Temos zonas eleitorais em todo o estado, de Afrânio a Fernando de Noronha. No concurso não haverá indicação política. O candidato selecionado vai assumir a vaga por ordem de classificação”, garantiu.

Outra novidade anunciada pelo presidente do TRE é a realização do cadastramento biométrico no Recife. A previsão é que o novo sistema seja implantado no próximo ano. Até agora, a Justiça eleitoral já adotou em Caruaru, Itapissuma, Rio Formoso e Itamaracá. Os quatro municípios englobam 64 mil eleitores cadastrados de um total de mais de 2 milhões em todo o estado. Segundo Paes Barreto, o cadastro biométrico garante cem por cento de segurança ao processo eleitoral. “Com o novo sistema, o eleitor fantasma desaparece”, comentou.

Sobre a realização de um plebiscito do desarmamento no país, o desembargador lembrou que já foi realizado um anteriormente. A consulta popular foi realizada em outubro de 2005. “Não sei até que ponto seria viável em função do alto custo. A não ser que jogasse (o plebiscito) para a próxima eleição. Na opção de votar num candidato, poderia haver um espaço para a população opinar também sobre o desarmamento”, sugeriu.



Fonte: Diario de Pernambuco



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