Por Ninha: A medida do ano...

Você sabe a medida de um ano?

A resposta mais óbvia para essa pergunta é “365 dias”. Esquece-se então, que não são realmente 365 dias, mas 365,2 dias... “vígula dois”. Menos preciso do que se espera...
Alguém mais cético pode ir além, são 52 semanas “vírgula um”, ou 8.765 “vírgula oito” horas, e também 525.948, 7 minutos e, finalmente um número preciso, 31.556.926 segundos.

Mas eu duvido que quando se passou um ano da sua vida você realmente olha para trás e diz “Hummm, lá se foram 12 meses de existência”, ou qualquer medida temporal que seja. Existem várias medidas de um ano, e nenhuma delas tem a ver com o tempo que se leva para percorrê-lo, mesmo porque, o tempo por si próprio é algo subjetivo – algumas pessoas começam a contar seus anos bem antes ou depois do dia primeiro de janeiro, seja por conta de uma religião, uma data pessoa significativa ou marcante, e por ai vai. Isso quando algumas pessoas não sentem que o tempo demora mais ou menos para passar.

Você pode medir seu ano pela sua renda, como os americanos, povo estranho, costuma fazer. Se você ganha 40 mil por ano, ou 50 mil por ano, ou consegue cobrir ou não a hipoteca da sua casa com o seu salário semanal. Os pessimistas contam seus anos pelo número problemas do seu ano, três ofertas de emprego perdidas, um corte de cabelo mal feito e duas ex-namoradas grávidas. Os otimistas contam do jeito contrário, uma quina na loteria, cinco visitas inesperadas de amigos desaparecidos e um beijo roubado.

Algumas pessoas contam seu ano pelo número de mortes de amigos e parentes, outras, pelo número de nascimentos. Os românticos podem contar o seu número de corações partidos e poemas rasgados, os garanhões, o número de corações que partiram e telefones que conseguiram. Se você é azarado, pode contar o número de acidentes, se você tem problemas mentais, pode contar pelo número de vezes que adoeceu. A temporada da sua série favorita, ou quantas séries conseguiu acompanhar, quantos filmes assistiu ou quantas peças de teatro visitou. Até ópera, pra alguns, vale de referência.

Rockeiros e moderninhos podem contar pelo número de shows que foram, os “fãs” de música eletrônica, pelo número de raves, e os góticos, pelas noitadas no cemitério, vai saber. Se você é um bandido, talvez conte pelo número de roubos que você conseguiu executar, ou então, pelo número de vezes que foi preso.

Ultimamente tenho contado o ano pelo número de pessoas que tenho encontrado pelo caminho. Umas valem por meses, outras nem tanto rs...
Tem umas que eu deleto do calendário, sabe quando vc esquece que dia é hoje? Então, mais ou menos assim.
Coisa de louco?
Não...coisa de quem não pode e nem quer mais ver os dias do ano passarem em vão!!!
A medida de um ano é diferente para cada pessoa, esse método que ando usando é a medida do Rei – “se chorei ou se sorri, o importante é que emoções eu vivi”. É uma medida maneira.

E aí, qual a sua medida de um ano?

7 comentários:

CatiaPipoca disse...

Belo devaneio, Ana!! Adorei. Faz anos que adotei a medida do Rei.rsrsrs
Parabéns pelo belíssimo texto, amada.

Pantoja disse...

primeiramente, gostaria de parabenizá-la pelo tema e dizer que escreve muito bem. segundaMENTE, gostaria de dizer que gostei demais da arte escolhida para representar o tempo. Sou fã incondicional de artes surreais, inclusive já fiz algumas, mas tenho estado sem tempo para criar mais. Você me fez refletir com sua matéria. Eu meço o meu ano pelas conquistas que tive, pelos amigos bons que fiz, por bons momentos que passei e pelas dificuldades que me fizeram ser um homem melhor.

Gosto muito de Roberto Carlos também e a frase escolhida é linda.

Espero poder ler mais belas matérias suas aqui no Blog da Pipoquita.

Beijos do Pantoja

Violinista disse...

Muito bom, Ana, ultimamente tenho contado meus dias pelas páginas dos livros que consegui ler...hehe
Concurseiro é assim né? Quanto mais ler, quanto mais exercícios fizer melhor.

Refletindo se aplica a tudo na vida.

Sucesso!

Bjs

Cleytonfernandes disse...

Eu não meço os anos passados e nem deduzo qual medida terá os próximos anos, mentira! rsrsrs eu penso no passado e no futuro. Acredito que todo mundo age dessa maneira,pois não é fácil esquecer o passado e também não é fácil não pensar no que estar por vir, mas acredito que tudo vem ao tempo de Deus, como diz o Zeca Pagodinho na música "deixa a vida me levar":
Se a coisa não sai
Do jeito que eu quero
Também não me desespero
O negócio é deixar rolar
E aos trancos e barrancos
Lá vou eu!
E sou feliz e agradeço
Por tudo que Deus me deu...
Acho que o tempo pode ser mocinho ou vilão,depende de você; mocinho quando nos ajuda a ver as pessoas como elas são, afinal o tempo mostra quem é quem, quando nos faz esquecer momentos ruins, micos kkk e vilão quando nos deixa preso a coisas do passado, e quando vivemos ansiosamente pensando no futuro e esquecendo que o presente é mais importante... Sou sonhador, mas sonho acordado, acho que viver como muitos que pensam estar num big brother não é legal, há pessoas que acham que o mero decurso do tempo irá provocar mudanças na vida delas: daqui cinco anos serei isso, daqui um ano terei aquilo etc. Elas esquecem que só quem pode realizar as mudanças são as atitudes no PRESENTE!!! pronto falei rsrsrsrsr :D

Ana Crônica disse...

Boa Cley....Mas ontem na volta pra casa, estive pensando exatamente nisso. No viver o hj e deixar amanhã pra ver se vai chegar rs....Cheguei a conclusão de que esse papo de que "É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã", na vida real, não funciona tão bem assim!!

CatiaPipoca disse...

Minhas crianças, eu penso que quando deixamos de acreditar nas pessoas é o mesmo que deixar de acreditar em Deus.
Ajo assim: Confio, se pisar e bem pisado na bola, aí sim terei um bom motivo para deduzir algo do meu "alheio", mas antes disso, evito.
Quem me conhece bem sabe que a Catita evita msn demais, evita skype demais, evita e-mails longos demais, porque procuro me distanciar de certos assuntos(rolos) sendo sincera. A Catita evita comentar coisinhas das pessoas, só comento, e quando comento coisinhas sobre mim mesma e mesmo assim a poucos amigos. Sei que para alguns é um jeito complicado de se viver, mas para mim o pior jeito é viver vendo a vida em branco e preto, pois dói e engessam as atitudes. E muitas das vezes leva a depressão, experiência própria. rs
Imagina, amados, já tive muitas decepções com as pessoas, e com ctz, também querendo ou não, decepcionei. E sendo assim, sabendo o que tenho no coração sei que sou uma pessoa BOA e se eu sou e erro, penso que talvez a outra parte também tenha coisa boas. Por isso devemos andar com nossos afins.(Afinidade)
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Claro, há algumas atitudes que entendo complicadas e devemos nos afastar, porém, não imperdoáveis. Basta cada um seguir seu rumo, opiniões divergentes, ponto de vista e interpretações ambíguas existem e sempre terão..
Caráter é complicado pessoal
Traição, na minha opinião é grave. Já sofri algumas, mas, não generalizei o mundo por causa de uns ou outros.
Geralmente achamos que amizade entre mulheres sempre há trairagem e competividade, discordo. Também não generalizo, pois eu não sou assim. Pelo contrário sempre muito leal em todos os sentidos e por eu ser assim é que sei que tb há meninas assim. Não que eu não tenha falhas, as tenho sim, mas essas pelo menos não. Quando vejo que não sou 100% ou a pessoa não é comigo, me afasto.
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Entendo que quando o coração está triste ou partido fiquemos numa penumbra dolorosa e nos fechamos, faz parte do processo. Mas depois de um tempo, crescemos e evoluímos, serve apenas como lições as quais levaremos para o resto de nossas vidas.
Ou seja, doeu pacas, não farei o mesmo com o meu próximo. Serei melhor que aquele fulano.
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Minha Vó sempre disse que muitas coisas que pensamos são espelho dos nossos próprios atos.
Não penso bem como ela, mas uma parte ela tem razão.
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E olha que escrevo essas palavras decepcionada, mas não surpresa com algumas atitudes que analisamos de forma externada dos nossos semelhantes.
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E digo para Ninha e para o cley, há esperanças.
Sempre teremos boas pessoas em nossos caminhos e também as más, e por essas, as boas, devemos ainda sim acreditar que sentimentos verdadeiros, apesar de raros, ainda existem.
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Beijos queridos!!

Anônimo disse...

Belo texto "Ninha".rss Parabéns pela criatividade!
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Concordo com o Cleyton, minha medida de tempo é definida por acontecimentos da vida(e não tempo cronológico), que entrelaçam passado/presente e sonhos (futuro). F.S