E agora? Ficaremos mesmo sem Concursos Públicos?




Nossa reportagem procurou o professor e especialista Nelson Guerra, que leciona há dezoito anos na preparação de candidatos a concursos públicos, foi gerente concursado do Banco do Brasil e é colunista de concursos públicos. Para Guerra, sempre que o governo federal enfrenta crises que abalam o orçamento público, uma das primeiras especulações é o corte no oferecimento de concursos públicos federais. “Essas notícias apareceram quando o governo perdeu a prorrogação da CPMF no final de 2007, e voltou a acontecer no início de 2009 em razão da crise financeira internacional”. Segundo Guerra, “isso sempre aconteceu, inclusive em governos anteriores, desde que eu me conheço por gente, sempre no começo do ano, mas depois tudo volta ao normal”. O especialista ainda crê que o momento atual não abre espaço para deixar de contratar funcionários nas grandes estatais federais e, nelas, a programação de concursos seguirá normalmente. “O Banco Central divulgou recentemente que possui 43% de seus funcionários aposentáveis entre 2011 e 2014”. Para o professor, “o mesmo acontece com o INSS, onde o novo presidente do órgão anunciou, em seu discurso de posse, há três semanas, a necessidade de repor pessoal frente às doze mil aposentadorias programadas no mesmo período, além da abertura de 720 novas agências do INSS já programadas para este ano em todo o país”. “A Petrobras, maior empresa do país e a oitava do mundo, tem demanda crescente de serviços e de funcionários para garantir o ‘passaporte’ do país para o futuro, como costuma tanto anunciar o governo... Além disso, o TCU determinou recentemente a substituição imediata de terceirizados na Petrobras por concursados, em todo o país, pelo fato de estarem ‘exercendo funções previstas em planos de carreiras e salários’”.
Por fim, o professor lembra que “os concurseiros não podem desanimar em seus estudos, porque os concursos para os grandes órgãos do país continuarão a ser publicados, inclusive o dos Correios, conforme veremos nas próximas semanas. Deixem que as especulações desanimem apenas a concorrência!”, concluiu o professor

Um comentário:

Antídoto disse...

Que a concorrência desanime então!!!