Quem tem nível superior pode disputar vaga de técnico? Tire dúvidas



É comum pensar que quem tem nível superior poderá concorrer tranquilamente a um cargo de nível inferior, mas, em concursos públicos, a regra "quem pode mais, pode menos" nem sempre vale. É o que diz Lia Salgado, colunista do G1. Ao responder em vídeo às dúvidas dos internautas (veja ao lado), a especialista em concursos explica que "se o edital prevê uma escolaridade não dá para imaginar que a instituição aceitará, espontaneamente, um diploma de formação diferente, ainda que na mesma área".

Lia responde aos internautas Rafael Guglielmi Puiatti e Bruno Fernandes de Sousa que, em certos casos, o órgão poderá alegar que a formação de nível superior possui requisitos diferentes da técnica. Mas é possível que o candidato que esteja nessa situação recorra à Justiça para garantir que sua formação seja aceita. "Existem vários casos em que o Judiciário deu ganho de causa e garantiu a posse", afirma a colunista.

Curso à distância é aceito?
Lia também respondeu se cursos de graduação à distância são aceitos em concursos públicos. "A lei diz que, se a instituição for reconhecida pelo Ministério da Educação, seu diploma vale tanto quanto o de uma faculdade presencial", afirma a colunista. "Só preste atenção se não é curso sequencial, que tem algumas restrições para concursos. Ele vale como nível superior, mas não é considerado graduação."

Vale a pena estudar só por apostilas?


Atlas Souza questionou Lia se, para um concurso como o de agente da Polícia Federal, é recomendável estudar apenas por apostilas. "Esse é um concurso de nível superior cuja cobrança é bastante profunda e abrangente. Nesse caso, sugiro que estude por livros", respondeu a consultora. "Por serem de uso mais permanente, existe um cuidado maior com as informações escritas ali, com atualizações. E normalmente são feitos por professores que têm muita experiência em concursos. Eles fazem uma abordagem adequada, conhecem a banca examinadora... Isso em se tratando de editoras especializadas em concursos", aconselha. As apostilas, diz Lia, seriam úteis em caso de estudos mais superficiais, mais rápidos.

* Lia Salgado, colunista do G1, é fiscal de rendas do município do Rio de Janeiro, consultora em concursos públicos e autora do livro “Como vencer a maratona dos concursos públicos”


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Como encontrar tempo para estudar


Outro fato que costuma comprometer o estudo é a dificuldade de afastar o pensamento de outras tarefas do dia a dia, ou seja, convencer o cérebro de qual é a prioridade do momento. Isso costuma ser solucionado a partir da definição precisa dos horários de estudo (com início e fim) e a distribuição de matérias que serão estudadas a cada dia. É muito útil elaborar um quadro/calendário do mês e ali colocar horários e tarefas de cada dia, não só referentes ao estudo, mas também às outras obrigações, os intervalos, o dia livre.

A partir disso, o candidato pode distribuir as disciplinas a serem estudadas, reservando mais tempo para as mais difíceis e menos para aquelas em que tem mais domínio. O planejamento mensal permite traçar metas de médio prazo – equilibradas e possíveis - e observar o aprofundamento do conhecimento em relação a cada conteúdo/disciplina. A cada mês, o candidato deve reexaminar sua situação diante dos conteú

Por fim, um dos principais vilões da concentração, não só no estudo, é a monotonia. Já percebeu como uma conversa arrastada, em que a pessoa fala sempre no mesmo tom de voz, sem gesticular, faz com que a gente imediatamente comece a pensar em outras coisas? O mesmo acontece com o estudo. Se o candidato se limita a ler anotações ou livros, a tendência é que o sono apareça ou, no mínimo, os pensamentos ganhem “vida própria”.

O estudo torna-se bem mais interessante e produtivo quando se adota uma postura ativa diante da tarefa. A leitura da teoria seguida – a cada novo ponto – da resolução de exercícios didáticos com consulta àquele assunto facilita a compreensão e a fixação gradativa dos conteúdos, por causa do manuseio das informações.

É importante lembrar que a memorização ocorre a partir da repetição; então, no caso dos concursos, o candidato deverá retornar ao início de cada matéria diversas vezes, sempre que chegar ao fim dos conteúdos, até a sua aprovação. Assim, naturalmente, as informações ficarão guardadas na memória.

Escrever fichas-resumo pode ser uma ajuda para revisões futuras.

dos a serem estudados e ajustar a
programação para o mês seguinte.


Bons estudos galera.





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