Analfabetismo, problema de políticos e eleitores


TITITI/ARQUIVO

Tiririca, candidato a deputado federal por São Paulo

Rio de Janeiro - De um candidato a deputado federal suspeito de não saber ler e escrever até os mais de 10 milhões de eleitores brasileiros iletrados, o analfabetismo se transformou em um importante tema de discussão das eleições do próximo domingo.

Francisco Everardo Oliveira Silva, mais conhecido como Tiririca, é um dos aspirantes mais polêmicos deste pleito, não só porque as pesquisas preveem que será o candidato a deputado mais votado no estado de São Paulo, com estimados 900 mil votos, mas também por ser, aparentemente, analfabeto.

A lei eleitoral proíbe que analfabetos se candidatem a cargos públicos e, por isso, vários políticos, alarmados com seu apoio popular, reivindicaram à Justiça que averigue se Tiririca, de 45 anos, realmente sabe ler e escrever e, consequentemente, se pode ser candidato ou não.

O próprio Tiririca, cujo lema para convencer o eleitorado é "Você sabe o que faz um deputado federal? Eu não sei, mas vote em mim que eu te conto", comentou em um canal de televisão que não sabia ler e escrever, mas não se sabe se isso é verdade ou apenas uma estratégia para ganhar a simpatia dos eleitores.

Esta não é a primeira vez que se põe em xeque o nível intelectual dos candidatos. Durante as eleições municipais de 2008, vários aspirantes ao cargo de vereador viram sua candidatura revogada após serem submetidos a uma prova básica na qual não puderam comprovar seu nível de alfabetização.

Apesar dos grandes avanços econômicos e sociais do Brasil nos últimos anos, o analfabetismo continua sendo um problema nacional.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no ano passado havia no país 14,1 milhões de analfabetos, número que corresponde a 9,7% da população acima de 15 anos de idade.

No entanto, um estudo realizado pela Unesco nos países em desenvolvimento mais populosos do mundo revelou que, durante a última década, houve progressos nesse sentido, já que em 2000 os analfabetos representavam 14% da população adulta.

No Brasil, a maior parte desta população analfabeta se concentra nas regiões Norte e Nordeste, onde os índices de habitantes que não sabem ler e escrever costumam ser maiores do que a média nacional, alcançando, em algumas ocasiões, 20% do total.

Há também um alto número de analfabetos funcionais, aqueles que sabem escrever o nome e ler um texto básico, mas que não entendem o conteúdo.

Um comentário:

Anônimo disse...

Tiririca é um erói do povo brasileiro. Olha sinseramente não vejo razao alguma pra oceis perseguirem ele. Já ti falei ki axo vosse uma loira uma gostoza? Beijo de um desconhecido