Blog da Cátia Pipoca - Dicas de Concursos Públicos

Como manter a calma quando uma prova é “difícil”? (ADAPTADO)


A derrota da seleção brasileira para a Holanda me fez lembrar de momentos por que passei durante minha vida de concurseira. A seleção, após tomar um gol e sofrer a expulsão de um jogador, ficou tão abalada emocionalmente que não conseguiu mais jogar, mesmo com tantos craques em campo.

Muitas vezes, ao abrirmos uma prova, temos a sensação de não saber nada. Isso mesmo, caro (a) amigo (a)! ás vezes parece que aquela prova era para outro concurso, para o qual não havíamos estudado.

Quer um exemplo? A prova de Administrador para a AGU, no concurso de analista. A primeira sensação que tive, ao começar a resolver as questões, foi de “onde estou e quem sou eu”? Isso porque as questões cobradas foram muito diferentes das de outros concursos da CESPE, que utilizei como material de estudo em minha preparação. Além disso, pela proximidade da prova com a da DPU, minha preparação foi muito curta para esse concurso.

Muitos colegas foram eliminados inclusive eu, por falta de equilíbrio emocional, O que fazer em momentos assim? Vou dizer o que resolvi fazer (não só neste - MPU - como em outros concursos) para garantir a aprovação mesmo diante de uma prova “difícil”:


1) Respirar fundo!


2) Confiar em si mesmo. Você deve pensar que, se você estudou, é capaz de fazer a prova. Você sabe o suficiente para passar. A banca elaborou as questões para que pessoas como você pudessem fazer pelo menos o mínimo em cada matéria, caso contrário ninguém passaria no concurso!


3) Pense no mínimo que precisa fazer, e garanta-o. Para isso, comece pelas questões mais fáceis. Geralmente, já nesta fase garantimos metade do mínimo. Nas provas de exatas , em que precisávamos acertar quatro questões para conseguir o mínimo, pelo menos duas questões são fáceis. Comece por elas!!


04) Depois das questões mais fáceis, resolva aquelas em que você está em dúvida entre dois itens. Neste momento, você já garantiu algumas questões mais fáceis, e por isso consegue pensar mais claramente para perceber alguma “pegadinha da banca” na hora de decidir entre as alternativas. Aqui você deve considerar que acertará pelo menos a metade dessas questões. Exemplo: se isso aconteceu com quatro questões, você acertará pelo menos duas. O mínimo é, afinal, garantido. Respire aliviado (a)!


5) Ufa! A próxima fase é eliminar as alternativas ridículas. Mesmo que você não saiba o gabarito das questões restantes, eliminar as alternativas ridículas aumenta suas chances de sucesso. O que são essas alternativas? São aquelas que têm “armadilhas” que você cansou de ver em sua resolução de exercícios na preparação para o concurso ou que têm informações que o bom senso ou o conteúdo estudado diz serem absurdas. Risque-as, sem dó!


6) Caso você realmente não saiba resolver o restante, mesmo tendo eliminado as alternativas absurdas, é hora de chutar “com categoria”. Isso só vale para FCC e ESAF! No Cespe não é bom chutar num caso desses, sob risco de perder os pontos que você já ganhou. Para chutar bem, verifique o padrão da prova. Todas as matérias têm letras “a”,” b”, ”c”, d” e “e” como resposta? Nesta matéria isso provavelmente ocorrerá também. Se nenhuma letra “a” apareceu, esta letra é forte candidata a gabarito das questões “chutadas”, concorda? Mas lembre-se de mudar a opção de chute caso a letra “a” caia numa alternativa classificada como ridícula. Neste caso, chute na segunda letra que menos apareceu na prova da matéria, e assim sucessivamente.


7) Mantenha a tranqüilidade no restante das provas. A grande maioria dos seus concorrentes também não sairá bem naquela matéria que lhe deu o susto. Esta matéria pode ser uma novidade do edital, um assunto muito específico – como Legislação do MPU, por exemplo - ou uma disciplina cujas questões tiveram cobrança inovada pela banca, que o fez de maneira totalmente diferente daquela adotada em certames anteriores. Tanto faz! Acredite, apenas, que não será a baixa pontuação nesta disciplina que determinará sua aprovação ou não no concurso. Basta fazer o mínimo nela, para não ser reprovado! Sua aprovação no concurso dependerá, na verdade, de seu maior conhecimento nas outras matérias. São elas que “puxarão sua média para cima” e determinarão sua aprovação. Se você estiver bem nessas disciplinas e fizer a prova com calma e confiança, com certeza será aprovado no concurso, mesmo tendo feito uma prova “difícil”.


BONS ESTUDOS!!!


Texto adaptado de um texto feito pela professora Nadia Carolina - Direito Constitucional.

Um comentário:

Anônimo disse...

Questão muito difícil exige perspicácia do candidato.

A professora de português perguntou para os alunos:

O correto é:
Estou a procura... ou Estou à procura...

Uma das aluna ficou em dúvida e procurou o pai para perguntar e este lhe respondeu: Quando uma questão é muito difícil pergunte aos seus amigos eles poderão te ajudar. Não sei a resposta.
Ela saiu, procurou um amigo e lhe fez a pergunta.
O amigo lhe explicou quando estiver em dúvida sobre uma questão, faça a pergunta completa e reflita. Estás à procura do que?
Ela pensa... procura o amigo que mais gostava e lhe pergunta: Estou à procura de um amor. Esta frase é com crase ou sem crase.
O amigo pensa, pensa e pensa e então responde, a resposta para a primeira pergunta é: Encontrei o amor. Quanto a segunda pergunta, ainda não entendi, é se é com crase ou não ou é se você quer que eu case. Estou em dúvida sobre a segunda pergunta.

Tendo isso como exemplo, no dia da prova teremos que saber exatamente o que o examinador pergunta, o que ele quer saber, e aí então, passarmos a encontrar a resposta correta sem perder-se nos detalhes desnecessários.